Na Ponta da Língua

Vem aí! Mário Lúcio Avelar como pré-candidato ao governo do Tocantins

Por Carlos Furtado

 

Com os sucessivos escândalos de corrupção no Brasil, servidores da Justiça veêm uma oportunidade de se aventurarem em uma candidatura. Com duas eleições para governador em três meses duplica as chances para que obtenham sucesso.

 

Já anda pelos municípios tocantinenses, em pré-campanha, o juiz Márlon Reis (Rede), agora vemos o procurador da República, Mário Lúcio Avelar (PSOL)  também se colocar como pré-candidato. Aliás, pela segunda vez ele demonstra intenção em se candidatar ao Governo do Tocantins. Em 2014, quando estava no PPS, circulou pelas redes sociais “debatendo” suas intenções e propostas, mas não chegou na convenção. Agora, em 2018, retorna ao Estado tentando mais uma vez viabilizar sua candidatura. O evento de apresentação de Mário Lúcio ocorre neste sábado, 14, no Hotel Castelo, em Palmas.

 

Avelar atuou no Tocantins na década de 90 combatendo os desmandos da então União do Tocantins, comandada por Siqueira Campos. Depois migrou para outros Estados, e atualmente trabalha em Goiás, mas licenciou-se para, novamente, tentar uma carreira política.

 

Em seus primeiros pronunciamentos políticos, e como pré-candidato, destaca o inconformismo do brasileiro. ““todos nós temos um sentimento de inconformismo com a situação política, econômica e social do país e do Estado. Precisamos participar do processo e o PSOL é um partido que tem compromisso com a ética e com a realização de mudanças exigidas na linha da justiça social, do desenvolvimento integral e do combate à pobreza”.

 

O PSOL, partido escolhido por Avelar para essa nova investidura política, é um partido pequeno no Tocantins, o que sinaliza grandes dificuldades, em um tempo tão curto, para “apresentar” seu candidato ao povo. Mas talvez a lembrança da atuação em uma pequena parcela da população tocantinense possa dar alguma projeção à sua candidatura.

 

Da década de 90 pra cá foi grande a renovação do eleitorado tocantinense, a grande maioria não tem a mínima noção de quem seja Mário Lúcio Avelar, e esse será o primeiro desafio para sua candidatura, torna-se conhecido.

 

Mas não resta dúvidas que assim como Márlon Reis, a candidatura de Avelar dá oportunidade para os eleitores do Tocantins demonstrarem se querem mesmo mudanças na política, se realmente estão cansados da politicagem exercida pelos mesmos que se perpetuam no Poder, ou se os “discursos” nas redes sociais são balelas de um povo viciado no toma-lá-dá-cá da política exercida no nosso Estado.

Eleição Suplementar, rumores e incertezas

Por Carlos Furtado

 

Com a cassação do governador Marcelo Miranda (MDB) e sua vice Cláudia Lélis (PV) partidos e políticos se movimentaram para se preparar para a eleição suplementar, mas…

 

Correria para políticos mudarem de partido, uma intenso troca-troca partidário. Aí o Ministro Gilmar Mendes (sempre ele) concedeu uma liminar para Miranda retornar ao cargo até que os embargos fossem julgados. Instalou-se clima de incerteza. Vai ter tempo para eleição direta? Vamos ter eleição indireta (Assembléia do Tocantins)? Tudo dependia do tempo em que tais recursos fossem julgados. A única certeza é que Marcelo Miranda e Cláudia Lélis estão cassados, podem demorar mais sairão .

 

Bem, mas hoje, segunda-feira, 9, o Ministro Fux nos surpreende ao anunciar publicação extra do Diário da Justiça Eleitoral intimando  a outra parte a se manifestar. Com esse prazo recorde impetrado por Fux podemos arriscar dizer que na próxima quinta-feira, 12, poderá entrar em pauta na sessão no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) o julgamento desses embargos, e com isso na sexta-feira, 13, Marcelo e Cláudia poderão estar, definitivamente, fora do governo.

 

Ocorrendo isso teremos a eleição suplementar. Nova correria para os políticos, convenções, registros de chapas, etc.

 

É de envergonhar qualquer brasileiro tantas brechas na Justiça, quando tudo poderia ser mais simplificado e honesto. Foi julgado, foi cassado, tchau. Mas além das brechas jurídicas ainda existe o embate, Gilmar X Fux, criando situações que geram instabilidade institucional e econômica para um Estado

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